quarta-feira, 22 de abril de 2009

O que quer uma mulher?

Apesar de alguns confundirem meu nome digo sempre:

- Sou Emília e não Amélia.

Aquela que era mulher de verdade está muito longe de mim.

Prefiro, neste caso, não ser "a de verdade".

Basta-me ser, apenas, uma mulher.

Sem adjetivos.

Não me julguem mulher vaidosa porque uso

um pouco de batom para dar cor à minha vida.

Mulher penduricalho? Não.

Coloco jóias porque o brilho delas acompanha o brilho dos meus olhos.

Mulher centopéia por causa de meus muitos pares de sandálias?

Que maldade.

Uso, apenas, dois de cada vez. Um em cada pé.

Mulher indisponível não combina porque se não tenho

o que falar prefiro manter-me distante.

Mulher forte também não sou, pois a minha fragilidade

é igual a de uma rosa, apesar de meus espinhos.

Mulher segura está longe de me qualificar,

pois gosto de andar de mãos dadas e ser pega no colo,

igual criança apesar de minha maturidade.

Não sou nem mulher objeto, muito menos dominadora,

pelo simples fato que quando me entrego não gosto de amarras.

Também não sou independente, pois gosto de companhia,

aliás, prefiro estar acompanhada que sozinha.

Decididamente não combino com adjetivos.

Sou mulher.

Sei o que quero.

Quero ser eu mesma.

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